domingo, 28 de fevereiro de 2010

Conheço pessoal que vai gostar bastante desta passagem

"To that end [of creating ourselves] we must become the best learners and discoverers of everything that is lawful and necessary in the world: we must become physicists in order to be creators in this sense [wir müssen Physiker sein, um, in jenem Sinne, Schöpfer sein zu können] — while hitherto all valuations and ideals have been based on ignorance of physics … . Therefore: long live physics!"

Gaia Ciência, Nietzsche

http://plato.stanford.edu/entries/nietzsche-moral-political/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Assim não vale

As escutas estão na moda. Até já ouvi sugestões pa se pôr escutas nos jornalistas pa descobrir se as fontes são fugas da procuradoria...alexandra lencastre, rita pereira, isso é tão 2009...agora é a vez dos empresários, jornalistas, políticos, advogados, procuradores, juízes... mas... isto pôs-me a pensar...

Então e eu??

Também quero ser escutado.

Venham daí as escutas. Estou mesmo a precisar de ver trascrições de telefonemas meus pa putas ao domicílio, por exemplo. Prometo à PJ que me vou esmerar por dizer algo de interessante e polémico, tipo: "o bico que me fizeste no outro dia fez-me lembrar que se calhar existe alguma razão pó moniz ainda andar com a botox guedes". Pode ser que me veja envolvido num caso de difamação ou envolvimento numa merda qualquer que o Sol invente e daqui a não menos que trinta anos sou condenado a pagar uma indemnização a não faço ideia quem. Mas não há problema porque nessa altura já estarei rico por me ter vendido aos media e ter contado regularmente à Caras como esse processo "tem sido complicado de lidar" e como "a família tem sido importante para ultrapassar esta fase" enquanto ao mesmo tempo ainda ganho umas indemnizações da justiça por danos morais causados durante o processo e ainda escrevo um livro sobre isso...e lanço um cd...e vou pa actor...ou seria modelo?...ou se não desse candidatava-me a um cargo público qualquer...sei lá...depois logo se via... não sei como é que essas merdas funcionam...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

As duas melhores que encontrei nos últimos tempos

Before enlightenment - chop wood, carry water. After enlightenment - chop wood, carry water.

Zen Buddhist Proverb

The fish trap exists because of the fish. Once you've gotten the fish you can forget the trap. The rabbit snare exists because of the rabbit. Once you've gotten the rabbit, you can forget the snare. Words exist because of meaning. Once you've gotten the meaning, you can forget the words. Where can I find a man who has forgotten words so I can talk with him?

Chuang Tzu

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pobres dos que amam, se não estão acima da sua piedade!

"Ai, meus irmãos! Sabemos talvez um pouco demasiado sobre todos nós! E muitos há que se nos tornam transparentes, mas ainda assim não o suficiente para que os consigamos penetrar.
É difícil viver entre os homens: é tão difícil o silêncio.
E não é para com aquele que nos é mais ofensivo que somos mais injustos, mas para com o que nos é indiferente.
Se, contudo, ocorrer teres um amigo que sofra, sê um abrigo para o seu sofrimento, mas um leito duro, como uma cama de campanha; mais útil lhe serás desse modo.
E se um amigo te fizer mal, diz-lhe: "Perdoo-te o que me fizeste; mas houvesse-lo tu feito a ti mesmo, e como poderia eu perdoar-to?"
Assim fala todo o grande amor: ele sobrepuja o perdão, e até mesmo a piedade.
É preciso conter o coração: porque, se o deixamos à solta, bem depressa podemos perder a cabeça!
Ai! Onde encontramos nós na terra loucuras maiores que entre os compassivos? E que foi no mundo maior causa de sofrimento que as loucuras dos tais?
Pobres dos que amam, se não estão acima da sua piedade!
Assim me disse o diabo, um dia: "Até Deus tem o seu inferno: é o seu amor pelo homem".

Friedrich Nietzsche
“Assim Falou Zaratustra”, II, “Os compassivos”

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A vantagem de existirem metrossexuais...

...é que posso ser preconceituoso e desprezar pessoas sem sentir a necessidade de me justificar. E isso não tem preço.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O velho que chegou a conhecer Verdi



Não fosse a voz de paneleiro que aparece a meio, o vídeo até era fixe.
É cómico que o velho não deixa de aproveitar para mandar postas de pescadas aos músicos enquanto dirige, uma vez que não tem microfone ao pé dele.lol.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A revolta silenciosa da pequena-burguesia

Já não há ricos nem pobres. Se tirassem dinheiro a um rico, ele podia aprender a ser pobre. Se dessem dinheiro a um pobre, ele talvez aprendesse a ser rico. Mas quer dêem ou tirem dinheiro a um pequeno-burguês, ele não aprenderá a ser nada. Falo daqueles inocentes que "só querem a sua estabilidade".

Eu gostava de ser rico para pagar a pessoas para se preocuparem com as minhas coisas. Mas não sendo rico preferia, sinceramente, não ter coisas para preocupar. Agora esta felicidade entalada de andar a preocupar-me quotidianamente em manter as "pequenas" e "médias" coisas, um ipodezito, uma televisão actualizada na tecnologia mais uma puta dum pc que esteja actualizado e compatível com a puta do software da puta do trabalho ou da puta da universidade pa poder ganhar o privilégio de ganhar "pequenas" e "médias" quantias de dinheiro para poder ter pequenas e médias coisas e passar a puta da vida a pensar como mantê-las ou renová-las e encenar para mim mesmo que não ando a perder tempo.

Só se poupa dinheiro para as férias, como se fizesse diferença apanhar sol em lisboa ou no algarve. E como se fosse preciso muito dinheiro pa pegar num calhambeque e ir dar uma volta a um sítio em portugal onde não haja seres humanos em demasia, espairecer e voltar para casa, que no caso de quem viva sozinho mais não precisa de ser que um T0 porque a casa não serve para viver, serve pa lá dormir, digo eu (va lá, comer e tomar banho, se bem que as cantinas e os balneários públicos saem mais baratos).

Mas já não há ricos nem pobres. Os pobres que havia querem ter as mesmas imagens de marca, a mesma mediocridade registada e os sinais exteriores de "riquezazinha" em vez de pouparem o pouco que têm. Salvo raras excepções (que aplaudo), os pobres que não tentam subir o pequeno e médio degrauzinho é porque nem pobres são, são miseráveis. Os ricos, os que têm dinheiro para ter coisas sem se preocupar, ou têm suficiente para esbanjar durante a vida (e cagar pós filhos, naturalmente) ou então se não têm suficiente "investem" no imobiliário ou em merdas que não irão dar em nada e que irão ser enrabadas pelos que se tornaram mais ricos e que passaram a deixar de ser ricos para passarem a ser os milionários que chupam isto tudo à custa de impingirem as tais pequenas e médias coisas à massa pequena-burguesia onde já se encontram os antigos pobres, ricos e eu que sou estúpido comá merda. Mas viva a social-democracia que todos nós temos de ir comprando umas coisinhas, senão a economia não anda pá frente, se não formos todos, com alguma equidade, comprando as merdas que os empresários assumiram que nós queremos o país afunda-se, fdx, quem nos tira deste filme?...

Se tivesse muito dinheiro andava a esbanjá-lo ou a aplicá-lo algures. Andava num mercedes mas se não sou rico não vou andar a fazer um leasing, fdx, que puta de estupidez de vida. Que se fodam todos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Soneto quadrado

Venho aqui por este meio
Abrir palco ás hostilidades
Venho falar de mulheres
Pr'acabar com meias-verdades

O que eu sempre quis foi domínio
E não desejos encravados
Mulheres várias e não uma
Com seus abismos encantados

Porque ao homem cabe amar
E não cabe ser amado
Mas se o for que não o seja
Porque o tenha procurado

Não trago a esperança de ser
Por muitos bem recebido
Mas como homens há poucos
Tal não faz senão sentido