quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Deus é um conceito, fdx!

Aqui envio um vai pó crl para todos: crentes, ateus, agnósticos, deístas, panteístas...e qualquer um que se pronuncie sobre a "existência" ou sequer sobre a dúvida acerca da "existência" de Deus.

DEUS É UM CONCEITO

Se se diz que algo é divino é porque se lhe atribui as propriedades do conceito, fdx. Mas isso não implica que o conceito se refira a um objecto concrecto.
Da mesma forma que eu digo que algo é azul mas não digo que o azul-em-si existe pois é preciso matéria para ter a propriedade.

Mas como é que há tanta gente a discutir se o caralho do filha da puta do Deus é real ou não. É uma ideia, fdx. O que se fez com a ideia não define a ideia em-si pois até hoje já se fez tudo e o contrário de tudo com essa ideia.

Acreditas em Deus? Que quer dizer acreditar? Achar que existe? Ou gostar do ponto-de-vista criado pelo conceito?

Se é achar que existe, então eu pergunto acreditas no amor? e tu deves perguntar: o que é amor? onde é que ele está? onde é que eu encontro? como é que o defino?

Como é que o defines? Inventas, fdx. Sabes porquê? Porque ele não é concreto, é uma ideia abstracta que visa simbolizar certos fenómenos ou experiências.

É UMA IDEIA, FDX.

E não é advogando ou eliminando as ideias abstractas que se resolve os problemas concretos. É usando as ideias de forma inteligente.

No caso do Deus único e onipotente, não existe conceito mais abstracto e portanto, mais indestrutível. Pois serve para tudo o que se quiser. Matas uma definição de Deus e em dois segundos arranja-se outra. Tentar derrubar um conceito tão abstracto é como um astronauta a dar socos no espaço...

Mas se se quiser um Deus concretizado, um símbolo de poder e abrangência real eu digo o meu: é o id, o instinto, o impulso, essa força que resulta de uma história de biliões de anos escrita dentro de mim e que se manisfesta cá fora sob a forma de algo a que nós chamamos de vontade.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Moral - Monte de Merda



Começei a pensar nesta merda quando o Nietzsche andava pelos meus cornos a passear.
Para mim era óbvio o porquê da tentativa de assassinato do moral exterior, ou daquilo que nos é imposto como "regras" irrefutáveis. Mas porquê é que essa imposição é, hoje me dia, tão presente, vincada e extremista?
A moral define o Bem e o Mal como conceitos concretos na prática da vida real. Ela depende da pessoa, e da sua cultura, religião e valores, que definem a axiomática do seu pensamento, aquilo que ela assume ser verdade, e a partir do qual constroi a sua lógica. Não existe pensamento sem fé. Nem que seja fé que a razão descreve a realidade de uma forma fidedigna. E que os dados empíricos podem ser generalizados de forma a construir regras racionais e gerais que descrevem a natureza. De facto não podemos provar racionalmente que o que é lógico e racional é válido. Especialmente porque qualquer demonstração lógica disto, já está a assumir a demonstração como válida.
Eu costumo chamar lhe fé: Eu não posso viver sem ter fé em algo. Nem que seja fé na minha capacidade de não acreditar em nada excepto na lógica causal.



O que verifico é para mim óbvio: se enumerar o conjunto de diferentes fés, ou axiomáticas, possíveis para cada um, obtemos o mesmo número de conceitos de Mal, válidos apenas para essa pessoa:
Axiomática Religiosa - dizer o Mal é equivalente a dizer o Pecado
Axiomática Empírica - o que é Estúpido é errado, está Mal.
Axiomática Pacifista - o que é Violento está Mal.
(...)


Obtemos um conjunto de possíveis conceitos que na prática da vida real, definem para cada uma das pessoas o conceito do Mal, e por consequência uma Moral. Mas verificamos também que são exactamente esses conceitos que são impostos indiferenciadamente por todos. Sejam eles líderes religiosos ou cientistas, pessoas de pensamento prático, ou artistas abstractos. Estes conceitos estão completamente misturados e "globalizados".


Obtemos a Moral Moderna, expandida para todos os lados e confundindo tudo e todos num monte gigantesco de merda fumegante! O Mal, o Violento, o Estúpido, o Pecado, o Feio, o Sintético, o "Unhealthy", o "Uncool", o Preconceito, o Racista, o Intolerante Fo-Da-SE!


Graças a este Monte de MERDA obtemos as depressões e ilusões sobre aquilo que as pessoas verificam que realmente são! Se são Maus ou Bons, se vão para o Céu ou para o Inferno, se são fixes ou gordos de merda, se são "verdes" ou irresponsáveis, se Deus está com eles, se contra eles... As perguntas são muitas vezes respondidas por uma moral mais forte, mais extrema, que não confunde tanto, que não cria tanta incerteza, tanta merda para a cabeça.


Assim se obtêm pessoas a "encontrar Deus" a meio das suas vidas, e obviamente extremistas (com um empurrãozinho de uns opurtunistas com motivos políticos), e deficientes que preferem uma moral mais forte do que a solução que eu prego:


VÃO PRÓ CARALHO!

Deus é o caralho!

Tou farto desta merda! Tou farto da merda do Deus e do Bem e do Mal e do Diabo e do Caralho que o foda!


Não sei se há Deus, não sei se não há! Não sei é o meu Deus!


Pó caralho com a necessidade de certezas que as pessoas têm de manter! Se tens medo, Deus é bom... Se és um cabrão com consciência, Deus é vingativo... Se és egocêntrico, Deus está contigo... Fo-Da-SE!!


O Não Sei é real, pois na realidade eu Não Sei o que é a vida, nem a morte nem nada desta merda! Posso tentar descobrir, e raciocinar sobre isso, ou posso acreditar em algo arbitrário porque me apetece ou alguem me diz, tou me a cagar. Mas porque é que alguém tem de SABER!??!?


O único Deus universal é o Não Sei! Ninguém SABE, toda a gente tem opiniões, toda a gente pensa de uma determinada forma, mas ninguém sabe!


A única coisa que de facto todos podemos saber, é que não sabemos o que somos, o que queremos. As ilusões que inventamos que sirvam cada um! Mas não chateêm mais ninguém!


Foda-se que texto de merda!!! Pó caralho comigo!


Não Sei é o Caralho que ma foda! Não Sei é o ponto de partida pó caralho que ma foda!



Interessante

http://www.bbc.co.uk/sn/prehistoric_life/human/human_evolution/food_for_thought1.shtml

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bom natal...

m´tas prendinhas...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Aleluia!



Caguei no Richard Pryor!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

É que é mesmo...

Quando um gajo põe as coisas de uma forma tão simples não resta outra hipótese senão ficar calado:

The problem with Nietzsche is that he's always right.

And that leaves us...nowhere.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Pacifismo e hipocrisia: mais ligados do que se quer admitir

"The cell was situated in the Native quarters and we were housed in one that was labelled “For Colured Debtors”. It was this experience for which we were perhaps all unprepared. We had fondly imagined that we would have suitable quarters apart from the Natives. As it was, perhaps, it was well that we were classed with the Natives. We would now be able to study the life of native prisoners, their customs and manners. I felt, too, that passive resistance had not been undertaken too soon by the Indian community. Degradation underlay the classing of Indians with Natives. The Asiatic Act seemed to me to be the summit of our degradation. It did appear to me, as I think it would appear to any unprejudiced reader, that it would have been simple humanity if we were given special quarters. The fault did not lie with the gaol authorities. It was the fault of the law that has made no provision for the special treatment of Asiatic prisoners. Indeed, the Governor of the gaol tried to make us as comfortable as he could within the regulations. The chief warder, as also the head warder, who was in immediate charge of us, completely fell in with the spirit that actuated the Governor. But he was powerless to accommodate us beyond the horrible din and the yells of the Native prisoners throughout the day and partly at night also. Many of the Native prisoners are only one degree removed from the animal and often created rows and fought among themselves in their cells. The Governor could not separate the very few Indian prisoners (It speaks volumes for Indians that among several hundred there were hardly half a dozen Indian prisoners) from the cells occupied by Native prisoners. And yet it is quite clear that separation is a physical necessity. So much was the classification of Indians and other Asiatics with the Natives insisted upon that our jumpers, which being new were not fully marked, had to be labelled “N”, meaning Natives. How this thoughtless classification has resulted in the Indians being partly starved will be clearer when we come to consider the question of food."

Palavras de Gandhi sobre a sua experiência na África do Sul.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Aí está a $/&%!

"In the meantime I've seen proof, black on white, that Herr Dr. Förster has not yet severed his connection with the anti-Semitic movement. [...] Since then I've had difficulty coming up with any of the tenderness and protectiveness I've so long felt toward you. The separation between us is thereby decided in really the most absurd way. Have you grasped nothing of the reason why I am in the world? [...] Now it has gone so far that I have to defend myself hand and foot against people who confuse me with these anti-Semitic canaille; after my own sister, my former sister, and after Widemann more recently have given the impetus to this most dire of all confusions. After I read the name Zarathustra in the anti-Semitic Correspondence my forbearance came to an end. I am now in a position of emergency defense against your spouse's Party. These accursed anti-Semite deformities shall not sully my ideal!!"

Carta de Nietzsche à sua irmã na altura em que ela se tinha casado com um fanático anti-semita. Ele não sabia mas foi sempre a sua irmã que o quis ligar aos movimentos de anti-semitismo e nacionalismo (tanto uma coisa como outra, odiada por Nietzsche). Foi ela que falsificou o livro Vontade de Poder e lhe deu o tom necessário para ser associado ao nazismo. Foi ela que se associou a Hitler e lhe deu a bengala de Nieztsche como prenda.